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Retrospectiva 2004

Por Frederik Moreira
Fotos Arquivo do Autor

Bom amigos, aproveitamos o final do ano para fazermos um balanço e uma reflexão de nossas vidas e como não poderia deixar de lado, fazemos também uma avaliação de como foi o ano em relação a pesca. O que poderíamos melhorar, quais os erros e acertos, etc...
2004 foi um ano de excelentes capturas e pescarias memoráveis, a pesca esportiva é fantástica, torna cada pescaria uma enorme surpresa, seja ela na forma de uma lição da natureza ou pelos momentos felizes que passamos ao lado de quem a gente gosta.
"Outdoor live, ou seja, viver ao ar livre".
Só pode explicar quem realmente vive neste mundo à parte e extraordinário, pois foi de onde nossos antepassados vieram e onde começou toda a origem do ser humano.
Cada época do ano tem suas características peculiares. A seguir citaremos alguns acontecimentos no mundo da pesca que vale a pena relembrar e compartilhar com todos vocês, amigos pescadores.




Só nos demos conta de estarmos na floresta Amazônica quando adentramos à última fronteira da pesca no Brasil, divisa dos estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso do Norte ao ouvirmos o inesquecível som da Amazônia. Uma sinfonia regida pelos pássaros exclusivos daquele eco-sistema.
Nosso objetivo era atingir o lendário Rio Teles Pires (formador do Rio Tapajós, que por sua vez é um dos principais afluentes do Rio Amazonas), nas proximidades das Sete Quedas e da foz do Rio São Benedito.

Foram sofridos OITO dias de viagem (quatro para ir e quatro para voltar) para rasgar 5000 km, sendo o trecho mais complicado os 360 km após Alta Floresta (ida e volta) em estrada de terra.


Dificuldades ao extremo, trilhas exaustivas em meio à selva, montanhas e pedras. Batalhas inesquecíveis foram travadas com os enormes "Bagrões" (Piraíbas e Jaús) que ultrapassam os 100 quilos e "detonam" toda nossa tralha.

Dormimos em uma pequena clareira as margens do rio, na expectativa de sermos visitados a qualquer momento pelas Onças Pintadas e Pretas (são muitas) ou até mesmo pelos índios: Caiabis, Apiakas ou pelos Mundurucuns que tinham o péssimo hábito de comer gente (canibalismo). Após matarem o rival, o comiam e tatuavam marcas no corpo dos guerreiros.
Momentos marcantes foram vivenciados na convivência com nosso guia, o Edivaldo (Alemão), um antigo garimpeiro, extremo conhecedor do rio e daquela região inóspida.
Sem dúvida nenhuma foi o rio mais violento que conheci até o momento, suas histórias eram de arrepiar os cabelos.
Para variar foi mais uma aventura ao extremo dentre várias realizadas com nosso querido compadre e amigo Juninho.


Pescaria totalmente diferente da anterior, onde o objetivo principal era capturar o rei do rio, o almejado Dourado, usando somente iscas artificiais e equipamento bem leve (no limite).
Para achar nossos astros, fomos obrigados a "caça-los" por vários rios, dentre eles o Miranda, o Taquari, o Negro, o Negrinho, o Abobral e no Rio Paraguai do Porto esperança até o estreito (área militar), teve dia de consumir dois tanques cheios de gasolina. Este privilégio de poder pescar em vários rios do Pantanal Sul só é possível quando ficamos sediados no município de Corumbá, na Baia do Albulquerque.
Mas o objetivo foi alcançado e conseguimos capturar inúmeros exemplares da espécie.



FEIPESCA
Agosto 2004
Sábado em Corumbá (divisa do Brasil com a Bolívia) e domingo em São Paulo na feira de pesca, isto só foi possível graças à agilidade do transporte aéreo e o pique de pescador, aja bateria!!!

Tudo combinado, partimos de madrugada com as esposas e o Juninho para conferir as novidades do mercado da pesca esportiva e rever velhos amigos do meio, entre eles o Taí, tradicional fabricante das varas e iscas artificiais Intergreen.


RIO GRANDE
Setembro 2004

O Rio Grande ou Grande Rio é uma de nossas paixões, pois é o rio que passa perto de nossas casas e que podemos pescar com maior freqüência aos finais de semana.
E para variar este ano, ele não nos decepcionou, além de vários Azulassos, Tucunarés de 60 a 64 cm (na casa dos 4 quilos), fomos presenteados com uma enorme
Corvina de tamanho raro, Todas capturas foram com iscas artificiais.


Um dos fatos mais marcantes em toda minha vida foi este episódio.
Após anos de tentativas frustradas, o Rio Sapucaí sempre nos vencia com suas águas imponentes e perigosas.

"Águas brancas, como são chamadas há muito tempo, ás corredeiras representavam intransponíveis para os navegadores. Cada obstáculo parecia defender os segredos e as belezas selvagens de seus rios. Só quando o ousado expedicionário John Wesley no século XIX resolveu enfrentar, num simples barco de madeira, as turbulentas corredeiras do Rio Colorado, nos Estados Unidos, nasceu o Rafting"...


Depois de muito preparo psicológico e físico (15 quilos a menos), em um determinado Domingo do mês de outubro, resolvi enfrentar o Sapucaí. sozinho, pedi para me deixarem em um determinado ponto, e para me buscarem somente na boca da noite quilômetros abaixo. Lá fui eu arriscando a própria vida rasgando durante um dia inteiro de navegação o território desconhecido, usando um frágil caiaque inflável.

Nasceu a primeira operação K1, a "expedição águas brancas" em busca aos remanescentes.
A emoção de descer as violentas cachoeiras do Sapucaí com o uso deste equipamento, é impar, a sensação de vitória e domínio do medo é indescritível, é nesta emoção que surgem os viciados por esportes radicais e praticas de esportes ao ar livre, os movidos à adrenalina.
O caiaque flutuando sob as águas torna-se o sexto sentido do pescador, o sentido da flutuabilidade e da locomoção em meio líquido. Com ele podemos explorar pontos e locais magníficos, onde jamais outro Ser Humano conseguiu chegar. O contato e a interação com a água e com a Natureza é magnífico, não temos palavras para demonstrar.

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