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Proteção, O desafio da sobrevivência.


O desafio da sobrevivência


O tempo de proteção para os tucunarés recém-nascidos nas represas de Ribeirão das Lajes e de Santana, em Piraí, e na Represa do Funil, em Resende, está acaba praticamente junto com a chegada das chuvas. Foram apenas algumas semanas vigiados bem de perto pelos pais, que os defendiam de qualquer predador que pudesse atacar a ninhada. Mas esse instinto de defesa dos pais e de outros exemplares da espécie está chegando ao fim.


Com os alevinos já medindo quase 10 centímetros, a maioria das ninhadas já está separada dos pais e busca agora abrigo entre plantas aquáticas e pauleiras para tentar sobreviver.
Não é fácil a vida de um jovem tucunaré. Serve de presa para traíras e até para exemplares maiores da espécie, quando não os próprios pais. Mas para isso existe uma explicação por parte dos pesquisadores.


Os casais de tucunarés, por instinto, defendem o ovos e os filhotes até a fase de alevinos, quando atingem cerca de 5 centímetros. A partir daí, o instinto começa a reverter e os próprios pais começam a predar os filhotes. É a partir desse período que a ninhada se desfaz e os jovens tucunarés se separam em pequenos grupos de cinco a dez indivíduos e buscam abrigo.
É fácil encontrar nesse período pós-desova pequenos grupos de tucunarés sendo caçados por outros tucunarés. Segundo especialistas, o fato de os jovens ainda não possuirem o ocelo característico da espécie na nadadeira da cauda é que os deixa à mercê da sorte. Num período que pode durar quase um mês, os juvenis vão formando gradativamente o ocelo, mas enquanto isso ainda servem de alimento para todo tipo de predador.

A partir do momento em que o ocelo está plenamente formado é que as coisas ficam um pouco mais fáceis para os pequenos tucunarés. Mas até chegar a esse estágio, já com mais de dois meses de idade, uma ninhada inteira com mais de mil alevinos é reduzida a aproximadamente dez indivíduos que podem chegar à fase adulta e acasalar ainda no primeiro ano de idade.


Esta situação acontece com muitas espécies, inclusive o dourado, que ainda tem que passar pela piracema para conseguir atingir a reprodução.

Mas a cada dia que passa fica mais difícil a tarefa de reprodução, tanto para tucunarés como para os dourados. É rede para todo lado, fisga noturna criminosa e fiscalização ineficiente. Portanto, amigos pescadores esportivos, vamos tentar preservar o que ainda resta e ajudar a melhorar o ambiente para que essas espécies extremamente esportivas continuem prosperando, mesmo com grande dificuldade natural.
Ádamo Andrade Gonçalves é jornalista e guia de pesca esportiva

adamogoncalves@uol.com.br

 


Como chegar
São Paulo - Pela Rodovia Presidente Dutra são 350 km até Piraí
Rio de Janeiro - Também pela Dutra, 90 km até Piraí
São Paulo - Resende - 280 km
Rio - Resende - 150 km

Hospedagem
Há várias opções em Piraí ou no município vizinho de Barra do Piraí

Contato
(24) 2443-8478

Opções
Além da pescaria, a região tem várias opções de turismo rural, com fazendas históricas do período dos barões do café.



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