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Sem nenhuma duvida esta espécie atrai e cativa verdadeiras legiões que de alguma forma acaba se contaminando e contagiando com técnicas apuradas e formas de capturas que as vezes chegam a beira da loucura... Mas que na verdade são as superações em busca de conhecimento e dos hábitos dos peixes e também na forma de pescar. |
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A atração é tão forte que quando estamos em meio a pescadores fora da área de atuação (dentro do Rio) é fácil saber sobre os apaixonados pois a palavra mágica quando é dita “piapara” percebo nos olhos de alguns um brilho a mais... |
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Cevas, o principal quesito! |
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Detalhes que faz a diferença, começar semanas ou até meses antes. É algo cheio de variáveis e fórmulas. Uma para cada circunstância. |
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A princípio podemos até pensar por que um peixe iria comer uma semente, de milho ou de soja, que ele não encontra normalmente no rio. Mas, ao analisarmos profundamente a questão, perceberemos que esses alimentos cultivados pelo homem contem grandes índices de proteína, cálcio, fósforo, fibra e gordura. Logo o peixe identifica como uma boa fonte de energia por meio de seu olfato. |
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Aliás, quando for preparar a mistura, alguns cereais (milho, soja, arroz e seus derivados como quireras e farelos) e algumas sementes menores (sorgo e painço) não poderão faltar. Tudo isso porque os pesos e formas diferentes ao serem carregadas pelas correntes do rio atingirão diversas distâncias. Outros grandes aliados na mistura e de alto poder atração, por ter índices acima de 50% proteína bruta, são a farinha de peixe, farelo de soja, sangue em natura e rações específicas. |
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A seguir, mostrarei a receita que uso com sucesso em minhas pescarias. Vale dizer que tudo dependerá da situação, correntes, profundidades, cor de água, época do ano e até mesmo a modalidade que ela vai ser usada como o barranco em “giral” com caniço simples ou a embarcado com vara para carretilha ou molinete e suas sub-modalidades, como a fundeada ou batidinha (rodada). |
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Também atrai Piau, Piauçu, Pacu e Piracanjuba. |
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Deixe o milho na água de sete a dez dias. Ele vai inchar e ficar mole, tornando mais fácil de ser digerido. Há pescadores que preferem deixar o milho de molho por mais dias deixando-o azedo e com um cheiro forte. |
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Mesmo com a ausência de água, é possível perceber que a mistura está encharcada. Nesse momento pode ser adicionado o farelo de arroz aos poucos. Tome cuidado que o contato com a água, o farelo tem tendência de triplicar seu tamanho. O mesmo ocorre com todos os outros ingredientes citados acima. Vá adicionando e misturando até ficar a seu gosto. |
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Para finalizar acrescente o sangue, que tem o inconveniente de estragar facilmente. Como o manuseio é complicado, uma boa dica é congelar ou comprar apenas o necessário para a pescaria do final-de-semana e adicionar à ceva pouco antes da pescaria. |
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Também é possível acondicioná-lo em garrafas pets e misturar na hora da pescaria no rio. |
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Alguns pescadores garantem que agindo dessa forma o sangue permanece inalterado por até seis meses. Eu uso a técnica há um bom tempo e aprovei. |
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O engarrafamento deve ser feito no dia da coleta. |
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