ATENDIMENTO: (17) 3395-1780
Seg. à sexta das 08:00 às 18:00hs
Pescanet entrevista Juninho
Confira na integra... Juninho é entrevistado pela PESCANET.

PESCANET: Desde quando você pesca e porque começou a pescar?
Minha história de pescador começou após meu casamento (1994). É claro que na infância, com o Rio Pardo nas proximidades de minha cidade, eram comuns pescarias simples, com varinha de bambu, algumas até embarcado, sempre na companhia de meu pai. Ai veio a adolescência e outros ideais como: estudos, trabalho e “namoradinhas”. Eram a bola da vez!
Com o casamento a vida tomou outro rumo. Minha esposa, Rosa, descendente de japoneses, já tinha fortes ligações com o esporte. Sua missão foi me introduzir naquilo que iria mudar a minha vida para sempre!
No começo, literalmente falando, ela me arrastava até pesque-pagues. Com o retorno das minhas pescarias no Rio Pardo, transformou-se em paixão fulminante e começou a nascer por tudo o quanto o esporte envolve, um novo ideal de vida, principalmente por estar ligado intimamente com a natureza.

PESCANET: Quais são seus peixes favoritos e por quê?
Sinceramente, sou apaixonado por todas as espécies. Me tornei um “oportunista” agarrando com as duas mãos o que a natureza me oferece em suas diversas épocas do ano.
Poderia até falar de alguns que mexem com minhas emoções, que é o caso dos tucunarés pela sua forte índole em oferecer sua vida em troca de seus ascendentes (ovas e prole), sem contar com as explosões em iscas de superfície. Outra grande paixão é a pescaria de piaparas, pela grande técnica que é necessária para se ter sucesso, o dourado no baitcasting é outro desafio, pois dividimos as chances: anzóis pequenos x boca óssea e ainda saltos! Os peixes de couro na rodada de tuvira, às vezes manhosos é preciso saber a diferença de pedra e peixe e até mesmo a pescaria dos lambaris, na artificial micro-spinner... O que manda mesmo é a alegria das capturas.

PESCANET: Qual peixe lhe trás recordações até hoje de uma batalha inesquecível?
Foi a batalha travada com uma Piraíba que não pudemos ver nem a cara. Isto mesmo, a guerra com um peixe que perdi foi a mais inesquecível. Ser vencido por um peixe trás sentimentos inexplicáveis que fazem o pescador refletir, se aprimorar e evoluir. As cenas ficam perpetuadas na mente e alma.
Foi no Rio Teles Pires que vivi este momento tão especial e marcante. Naquele acampamento, todas as noites escutávamos histórias mirabolantes contadas pelos guias locais sobre grandes duelos acontecidos entre peixes e pescadores. Pensava comigo: Bem que eu queria viver uma destas histórias. No último dia de pescaria, não tardou para que uma puxada espetacular, seguida de uma corrida desenfreada rumo ao canal irrigasse todo meu ser de enorme entusiasmo e imaginação. Era inacreditável a velocidade e tamanha força do exemplar. O pedido de socorro ao guia foi inevitável. O peixe “comia” linha. Mesmo usando luvas, tentar frear era algo perigoso e em vão. A linha (0,90mm ) chegou a seu fim. Eu não acreditava no que via!!. Cabo de guerra total...


O Alemão (guia), largou tudo e correu em meu auxílio e se posicionou em uma pedra mais baixa do que a que eu me encontrava, com os braços erguidos, fazia a “barreira”, empunhando enorme força embaixo de minha vara para que a mesma não desse ponta-de-vara (perder flexibilidade). Podia ouvir o “cantar” de suas sandálias havaianas na superfície rochosa da pedra. Com olhos arregalados, me dizia em tonalidade forte de voz: Juninho, é Piraíba! Vamos tirá-la. Eu também, em volume forte de voz respondi:Vamos mesmo!
Com grande esforço físico a rebocamos poucos metros, novamente tomada de linha até o final. Haja “gangorra” até sentir o tranco seco e final. O nó único que estava atado ao anzol não resistiu. (LINHA 0,90MM). Espetacular!! Havia perdido o duelo, mas me sentia absolutamente feliz por ter vivido esta história.


PESCANET: O que levou você a fazer parte de revistas de pesca?
Estar na mídia especializada sempre foi um grande sonho. É muito gratificante ver seu trabalho publicado e perpetuado nessa história da minha vida, que a cada dia, escrevo pouco a pouco. Gostaria de deixar registrado que meu estilo foi moldado pelo “Mestre”, “Gustavo dos Reis Filho”, o Gugu, que sempre traz no seu máximo possível, informações ao leitor, para que este possa com a leitura, conseguir maior produtividade em suas pescarias.
Não poderia me esquecer de citar o nome do Pepe Melega, grande amigo, que está envolvido diretamente com o sucesso de minhas matérias.

PESCANET: Atualmente escrevendo para revistas e para seu site, sobra tempo para pescar por diversão, sem compromisso?
Claro que sim, mesmo porque o tempo é a gente que faz. Pesco muito por diversão e paixão pelo esporte, mas não largo da câmera fotográfica que sempre me acompanha, pois a fotografia esta intimamente ligada ao esporte. Adoro capturar, além de peixes, cenas inusitadas. Tenho várias câmeras, uma para cada situação de pesca. Para mim, a máquina fotográfica se tornou um apetrecho de pesca, igual a uma isca ou caniço.


PESCANET: Tendo a oportunidade de conhecer tantos rios e represas, qual deles mais lhe agrada para a prática da pesca esportiva?
Veja só, esta é uma pergunta que poderia ter várias respostas convincentes e verdadeiras, mas em minha ótica, acredito que o pescador deve escolher um local que tenha condições de pescarias seqüenciais (próximas à sua casa) sendo assim, diminui o fator “surpresa”. Sempre estou preparado e tenho grandes resultados no Rio Pardo, que faz parte do “quintal” da minha casa e também em vários outros rios da “minha região” como: o Sapucaí e represas do Rio Grande.


PESCANET: Você acredita que o Brasil tem potencial para desenvolver a pesca esportiva?
Sem nenhuma dúvida. A imensidão geográfica do nosso País, a atual posição de pessoas que vêm mudando seus conceitos sobre o esporte, hoje em dia, já é comum ver pais, filhos, avós, mulheres que acompanham seus maridos e filhos, fazendo pescarias juntos, tranqüilos e seguros, exigindo muito mais de toda a indústria da pesca, com o aprimoramento dos serviços, conforto nas instalações, com isso, mais dinheiro é injetado no setor é claro que ainda estamos somente no começo, mas no caminho.

PESCANET: O que você acha da pesca esportiva hoje?
É uma forte realidade, o domínio de novas técnicas e o aprimoramento de equipamentos e tralhas, aliados à informa&cce



Voltar